quinta-feira, 26 de maio de 2011

Actividades Desportivas

REPORTAGEM. Segredos do Mondego levo comigo p’ra vida…


                Há sempre alguma coisa a acrescentar, mesmo quando achamos que tudo já foi contado. Deste modo, pelas nove horas e meia, os olhares atentos vão chegando e observando quem está e quem poderá faltar. Tentam perceber quem conhecem, para formar novas amizades com quem desconhecem. A responsável pelo departamento desportivo estava claramente a tirar algum partido das nossas caras ensonadas.
                O autocarro preto de letras enormes contrastantes acaba de chegar para levar os marujos para Penacova. O sono fez-se sentir quando o silêncio dominou o autocarro, depois de alguma festa entre todos nós. Foi agora altura de dormitar sobre os bancos reconfortantes.
                “Coloquem os coletes, levem as canoas para a água e passarei a explicar como colocar as pagaias dentro de água”, foi o discurso do instrutor, chegados a Penacova. Alguns ainda a acordar, outros a forçar o cérebro a trabalhar e o corpo a acompanhar, todos ouvimos as instruções com atenção e entrámos Rio adentro.
                Quem ainda não teve oportunidade de passear por estas águas, será uma óptima experiência, dado que o contacto com a natureza através deste meio permite-nos uma vista única. A natureza ainda tem bastante para nos mostrar: o céu claro cobre um conjunto de maravilhas, desde as árvores que tombam para nos receber junto à margem do rio, até às figuras que nos mostram, quando se juntam qual duas amigas que conversam num piquenique. É hora de passar agora um rápido que nos ajuda a chegar mais cedo ao destino, prova de que até o rio nos quer presentear com as suas maravilhas.
                As bolhas nas mãos, que parecem querer fazer-nos desistir, o sol que nos cumprimenta dando-nos os bons-dias, a água que nos refresca no meio do calor e a felicidade estampada no rosto de cada elemento que desce o rio connosco. Ninguém fica para trás nesta descoberta… São três horas de pura magia, como num jogo em que todos saem vencedores: nós, instituição por contribuir para tamanha felicidade e a natureza que nos recebe, congratulando-nos com tantos presentes. Um contacto permanente e único com a água, o Sol, a luz e a natureza. Vêem-se peixes saltar felizes de dentro de água, para logo regressarem, coelhos correrem em terra como se atrasados fossem para um festa e as aves sobrevoam sobre nós, gritando.  Sente-se a festa que nos rodeia e como dizia Fernando Pessoa “ a melhor maneira de viajar é sentir”, sentir a água, olhando o céu e tudo permanecerá nas mentes mais atentas e levar-nos-á de volta aquele rio: “Fica a esperança de um dia aqui voltar”.
                Chegados à praia fluvial, exaustos de cansaço, é hora agora de trocar a roupa molhada e descontrair, enquanto esperamos pela febrada que nos vai ser preparada. É a cereja no topo do bolo! A fome não perdoa, nem a gulodice, dado que devorámos as batatas fritas como se não houvesse amanhã. Deitados no chão, á sombra descansamos agora enquanto esperamos para voltar á civilização e à loucura rotineira. 

Por: Mara Rodrigues

NOTÍCIA. Descida do Mondego

Plataforma Mondego Vivo organizou descida do Mondego como forma de protesto, que teve início a jusante do Açude de Louredo no passado Domingo, vinte e dois de Maio de 2011.


Mais de mil canoas desceram no passado domingo o Rio Mondego para contestarem a construção da mini-hídrica e esta foi apenas uma das iniciativas que a plataforma Mondego Vivo está a ponderar. Esta construção findará a canoagem no Rio, nomeadamente a descida do Mondego, incluída nas actividades da queima das fitas, bem como a subida da lampreia. O impacto será por isso, turístico, ambiental e económico.
Paulo Silva, da plataforma afirma que “uma das reivindicações é que seja revogada a construção e devolvido o dinheiro ao concessionário”. A descida teve bastante aderência, resta saber como será contornada a situação da mini-hídrica.
Participaram nesta descida cerca de oitocentos protestantes, o que dá uma média de quatrocentas canoas. Foi por isto, uma mega descida e um mega protesto, que foi o maior realizado num rio em Portugal. A descida foi de doze quilómetros, que tiveram início a jusante do Açude de Louredo e terminou na praia fluvial.

Por: Mara Rodrigues

OPINIÃO.                “Trás um amigo também”



Nós vimos em Coimbra tradição, história, fado, álcool, excessos, festividade, amor e dedicação. Na “cidade do conhecimento” é de estranhar que nos deparemos, em todas as festividades com tanto exagero. No entanto, para contrariar esse ponto vimos outras actividades que ajudam o futuro doutor a quebrar a rotina e a dedicar-se a algo saudável. Enquanto se disparam balas de tinta e se corre terreno adentro, tentado não ser abatido, descobre-se desporto nisto. A queima das fitas, o maior evento estudantil nacional não é, como é sabido, apenas noites de parque e álcool. Deste modo, a Associação Académica de Coimbra tenta atrair os estudantes para boas e saudáveis práticas que, ao mesmo tempo que os ajudam a quebrar a rotina, facilitam a descompressão, que como bem sabemos é tão importante para voltar à concentração e para que se forme uma pessoa equilibrada. Enquanto os estudantes se divertem no Mondego, com as suas actividades, ou na parede de escalada, isto torna-se uma atracção que traça estudantes saudáveis e descontraídos, algo que é vital num mundo cujo tempo corre veloz por entre as nossas mãos; mundo esse que não conseguimos construir.
                É muito positivo que se continuem a ter estas iniciativas e que se leve o que há de mais saudável à população, que se está a tornar cada vez mais sedentária. Estas iniciativas visam que, por métodos lúdicos, se adapte um estilo de vida mais saudável e se faça disso um hábito comum, trazendo apenas vantagens. A mensagem propaga-se, cada um de nós, estudantes, “trás um amigo também” e a prática desportiva torna-se uma coisa natural e produtiva.

Por: Mara Rodrigues

Actividades Culturais

Entrevista a António Ferreira do curso de Direito da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra


Joana Campos: Tiveste conhecimento das actividades culturais que foram desenvolvidas durante a Queima das Fitas?
António Ferreira: Não de todas. Tive conhecimento de uma pequena percentagem e havia algumas que nem sequer sabia exactamente do que é que se tratavam.

JC: Sentiste-te tentado a participar em alguma dessas actividades?
AF: Sim, senti-me tentado a participar no torneio de Trivial Pursuit porque o prémio era bastante aliciante. Um bilhete Geral de graça dá sempre jeito. É um jogo onde qualquer um pode ganhar e eu sentia-me confiante para o desafio.

JC: E participaste efectivamente nesse torneio?
AF: Não.

JC: Qual foi o motivo?
AF: No acto da inscrição fui falar com alguém da comissão, que não vou aqui nomear, e essa pessoa responsável pelas inscrições informou-me que só existiam 50 vagas disponíveis e que todas elas já estavam preenchidas. Com muita pena minha, mas não pude participar.

JC: E participaste nalguma outra actividade?
AF: Mais nenhuma me suscitou interesse, dentro daquelas que eu tinha conhecimento.

JC: Achas que estas actividades são importantes?
AF: Acho que estas actividades são importantes porque, além das expectativas que existem à volta da semana académica em si passa a existir também expectativa em torno dessas actividades que decorrem antes da semana académica. Apesar de as probabilidades de ganhar qualquer uma das actividades serem reduzidas, devido ao elevado número de participantes, as pessoas sentem-se sempre tentadas a participar naquilo em que são melhores.

Por: Joana Campos

OPINIÃO. Agenda Cultural

Ao contrário do que erradamente se pensa, a Queima das Fitas não são só as Noites do Parque. Existe um sem número de actividades (culturais, desportivas, etc.) que marcam também elas mais uma Queima das Fitas, ano após ano.
Estas actividades são um complemento à semana académica que é esperada com tanta ansiedade e vivida com tanta intensidade. Logo, também elas deveriam ser devidamente valorizadas. Não digo que não o sejam mas, provavelmente, poderiam sê-lo muito mais.
A existência destas actividades faz com que falar em Queima das Fitas não seja sinónimo de cerveja, estudantes ébrios e loucuras, que é o que normalmente sucede na semana académica propriamente dita.
É-me impossível falar sobre as «mil e uma» actividades promovidas pela Queima das Fitas. No entanto, tentarei falar de algumas delas.
O Mês do Fado é uma actividade que tem como principal objectivo preparar os estudantes para a Serenata, momento onde o sentimento se aglomera e a tristeza o domina. Este projecto foi, com muita alegria minha, ressuscitado após três anos sem se realizar. Como estudante que absorveu a mística de Coimbra, o fado é, para mim, uma componente essencial numa festa estudantil que é um dos símbolos desta cidade. Foi-me possível constatar as reacções da população estudante às actividades e concluir que os alunos continuam a deixar-se cativar pela canção coimbrã, pelo que é recomendável a realização destas actividades nos anos vindouros.
Existem outras actividades cujo objectivo é apenas a pura diversão como é o caso do já famoso «rally-tascas». Aqui o espírito que se vive é outro; um ambiente desprovido de sentimento e embebido em muito álcool.
As actividades têm quase todas um custo de participação, sendo que este é por vezes simbólico ou inexistente e noutras vezes bastante elevado, como no caso do Baile de Gala das Faculdades. O que significa que actividades como o «rally-tascas» são acessíveis a todos os estudantes por terem um baixo custo de participação mas o Baile de Gala, por outro lado, já não o é.
A conclusão que fica é que as actividades promovidas são benéficas mas nem todas elas estão disponíveis para usufruto dos alunos, pelo menos, não de todos eles. Ao menos ainda podemos assistir à Serenata sem ter que pagar.

Por: Joana Campos

Noites no Parque

REPORTAGEM. NOITES NO PARQUE


“Mística, História… Para sempre na Memória”, é o slogan de 2011 para a maior festa académica do país, a Queima das Fitas de Coimbra.
Durante oito dias, na margem esquerda do rio Mondego, nomeadamente na Praça da Canção, vive-se um ambiente de euforia, de música, de gritos entusiásticos, acompanhados de lágrimas de emoção e de saudade. A semana académica de Coimbra abre portas de 6 a 13 de Maio e atrai estudantes universitários, antigos estudantes e visitantes curiosos.
Nas Noites do Parque, dia 8 de Maio, Quim Barreiros actua perto das 2h no palco principal, como já é tradição em dia de cortejo. A sua música popular faz sucesso no público estudantil. Uns dançam sem parar, outros cantam num tom de alegria, e há ainda, os que se sentam no chão, de cerveja na mão, a apreciar todo o espectáculo. As capas que, dias antes, foram traçadas para ouvir a Monumental Serenata (5 de Maio), estão agora sujas de pó e estendidas pelo recinto.
Duas horas antes, no autocarro com destino à tão esperada noite, dois irmãos, Raúl Mota, 18 anos, estudante de Engenharia Mecânica que vive o seu primeiro ano de queima das fitas diz que os últimos dias “têm sido inesquecíveis”. Naír Mota, 25 anos, estudou Direito em Coimbra. “Já estou habituada a estas andanças, vivi muitas queimas nesta cidade. Nem por isso deixo de voltar cá”. Juntos no meio de um autocarro em alvoroço, onde parece não caber mais ninguém. Raúl, usando o traje académico entoa cânticos de forma entusiasmada, como o célebre “Coimbra é nossa!”. Ao seu lado, Naír observa todo o ambiente, espreitando pela janela e “relembrando todos os momentos maravilhosos que passei em cada um destes sítios da cidade”.
No Queimódromo, as filas para a entrada não param de aumentar. “Não estava à espera de encontrar tanta gente”, afirma Raúl. A irmã, vai contando pequenas peripécias vividas no recinto da queima em anos anteriores, “há uns anos estava na fila das cervejas e, de repente, chega o meu melhor amigo totalmente embriagado e ajoelha-se para me pedir em casamento! Nunca mais me esqueci”.  Com ar saudoso relata , ainda, “uma manhã em que, depois de uma noite de farra, foi tomar banho trajada no rio Mondego”. – prática muito comum entre os estudantes depois das noites académicas.
Depois de uns minutos na fila para comprar o bilhete pontual, entra-se no recinto e o espírito de Coimbra cresce. Os finalistas ou “cartolados”, como são também chamados, - vivem tudo como se fosse a última vez, “ começando já a sentir saudades deste espírito fantástico”, diz Sara Silva, finalista do curso de Comunicação Social.
Nesta festa tão emblemática, não se encontra apenas estudantes, é frequente encontrar visitantes que querem ver de perto a tradição académica de Coimbra. “Tenho amigos meus a estudar cá e não podia faltar a esta grande festa! Está a ser fenomenal!”, diz João Neves, do Porto, que veio para assistir ao concerto do cantor britânico, James (dia 13 de Maio). Na última das Noites do Parque, assiste-se a quase uma “união de gerações”, num misto de estudantes, adultos e seniores. “Tenho 32 anos, venho do Alentejo directamente para a Queima de Coimbra. Com o cartaz que apresentam é inevitável não ficar tentado a vir. Mas mais do que isso, é o ambiente que faz toda a diferença”, diz Pedro Vintém, enquanto se dirige para a tenda NB (música electrónica), já perto das 3h30 da madrugada.
A Queima das Fitas de Coimbra abrange diversos públicos e, por isso mesmo, apresenta dois palcos. O palco RUC/Super Interessante situa-se numa extremidade do recinto e é uma alternativa musical aos grandes nomes que actuam no palco principal. Black Bombain, Scuba e The Ramblers marcam a agenda do segundo palco que, à semelhança do principal, tem diversas actuações durante as Noites do Parque.
“Acho que a existência de um palco secundário e alternativo só vem favorecer a Queima de Coimbra. Atrai um público mais diversificado e consegue chegar aos gostos de cada um. Dentro do recinto há espaço para música comercial, house, popular, e até rock!... E não poderia faltar as tradicionais tunas académicas de Coimbra!”, explica Tiago Costa, licenciado em Desporto, terminando este ano o mestrado.
As tunas são incontornáveis quando se está na cidade de Coimbra. Prova disso são as actuações quase diárias das tunas no palco principal. No cartaz da Queima de Coimbra pode assistir-se à Estudantina, (dia 7), Fan Farra e Quantunna, (dia 8), Mondeguinhas, (dia 9) e Phartuna (Dia 10). Nos últimos dias actua Coral Quecofónico (dia 11), encerrando (dia 13) com o Grupo de Cordas – As Fans. Os estudantes universitários, na sua maioria, continuam a esperar pela actuação das tunas, que acontece depois do concerto principal, mesmo com as tendas NB já a “bombar”. As tunas são uma das raízes do espírito e da festa académica conimbricense.
No final da noite, pelas 6h30, Raúl e Naír Mota, dirigem-se para a saída do Queimódromo, cansados, mas a sorrir pois “foi mais uma noite que valeu a pena”. As pessoas começam a dispersar-se, a multidão de há horas atrás dá lugar a um recinto poeirento, com lixo e copos de bebida espalhados pelo chão. O sol começa a nascer e alguns estudantes de capa e batina mais corajosos mergulham no Mondego. São os reflexos de uma paixão, de um companheirismo, de uma saudade que, em Coimbra, se tornam eternos.

Por: Paula Cabaço e Rosália Costa

NOTÍCIA. James ‘quebra o gelo’ na despedida da Queima das fitas 2011

A banda britânica James, animou a última das noites do Parque, iniciando o concerto no meio do público, interagindo e arrancando aplausos da multidão presente.
Antes do concerto de James , a organização da Queima das Fitas surpreendeu os estudantes com uma sessão de fogo de artificio sobre o rio Mondego , que culminou com o mote para o próximo ano.   Minutos depois a banda liderada pelo vocalista , Tim Booth , começou o concerto com grandes êxitos dos anos 80, como “Sit Down”. Na conferência de imprensa posterior ao espectáculo,  a banda de Manchester , afirmou que iniciaram o concerto de maneira diferente porque isso “muda a relação com o público, quebra o gelo”. Durante  hora e meia , os James ,mantiveram a dinâmica com  a assistência , pedindo para que os ajudassem a cantar alguns êxitos e intercalando com músicas do novo álbum .Algo que já é habitual para estes repetentes  nas noites académicas , que revelam “ter uma relação dinâmica com a multidão” e no caso de Coimbra , o facto de terem um público jovem  a assistir aos concertos “nos faz sentir também mais jovens , tocar em Coimbra é fantástico “. Seguiram-se nas actuações no palco principal  a banda conimbricense  , Sean Riley and The Slowriders,  apesar da ausência do baterista , Filipe Costa, animaram o público ao som de ritmos inspirados no folk-rock americano que os caracterizam . 

Por: Rosália Costa


BREVE. Luz e cor sobre o Mondego

A comissão organizadora da Queima das Fitas surpreendeu ao lançar fogo de artificio antes do concerto de James .  A despedida de mais uma edição da Queima não podia ser melhor, com espectáculo de luz e cor sobre o rio Mondego que terminou com deixando o caminho aberto para o próximo ano , “Queima das Fitas 2011” ardeu junto ao palco principal.

Por: Rosália Costa

BREVE. Sean Riley and The Slowriders arrasam na última noite, mas sem Filipe Costa

A banda conimbricense apresentou-se me palco na sexta-feira, 13 de Maio, após a actuação de James. Apesar da ausência do baterista, Filipe Costa, Sean Riley cativaram o público, fazendo toda a gente vibrar ao som de ritmos inspirados no folk-rock que os caracterizam. Quanto aos motivos da ausência do baterista, a banda, em posterior conferência de imprensa, justifica esta falta pela dedicação de Filipe Costa ao teatro. O vocalista Afonso Rodrigues, afirma que o seu grande objectivo para o novo registo lançado no final de Maio é ‘arriscar’. Um dos três concertos de apresentação do novo álbum será realizado em Coimbra, no dia 2 de Junho na Oficina Municipal de Teatro. 


Por: Rosália Costa





Breve. Editors arrastam milhares de pessoas para a primeira noite da Queima de Coimbra

A banda britânica de indie/rock, pela segunda vez em Portugal, foi cabeça de cartaz do primeiro dia de Queima (6 Maio). Editors foi a principal atracção da noite e subiu ao palco perto da 1H00, onde manteve o público fiel até ao final do concerto com êxitos como “In This Light And On This Evening”, lançado em 2009. A “lotação esgotada” prevista por elementos da Organização da Queima das Fitas veio a ser comprovada pelas milhares de pessoas que rumaram à Praça da Canção. O vocalista, Tom Smith, agradeceu em português.

Por: Paula Cabaço

Breve. “Geração à Rasca” canta com os Deolinda na primeira Noite do Parque

A banda de música tradicional portuguesa teve a “honra de estrear o palco da queima”, anunciou, ao microfone, a polémica vocalista dos Deolinda. O concerto teve início às 23H30 com o recinto a meio-gás, mas terminou com uma assistência participativa. A “Geração à Rasca”, representada na Praça da Canção pelos estudantes, vibrou com a música “Que Parva Que Eu Sou”, que se tornou um hino às gerações precárias.

Por: Paula Cabaço

Breve. Cruz Vermelha regista aumento de atendimentos no primeiro dia da Queima

Sexta-feira, dia 6, a Cruz Vermelha socorreu 42 pessoas que participavam na festa académica de Coimbra. O coordenador destacado para as noites do Parque, Ruben Santos, revela que “a Cruz Vermelha registou 30 socorridos no local dentro do posto e outros 12 mais graves que tiveram de ser evacuados para o hospital.” O número de atendimentos aumentou em relação ao mesmo dia do ano passado. Os casos mais comuns foram devidos a intoxicação alcoólica e a ferimentos derivados de quedas.

Por: Paula Cabaço

Chá Dançante e Baile de Gala

Reportagem. Baile de Gala das Faculdades

‘’Uma festa de glamour e de elegância’’

O Baile de Gala das Faculdades é um dos momentos mais simbólicos partilhado por toda a comunidade conimbricense. Porque, sendo um dos maiores acontecimentos de todo o ano em Coimbra, a Queima das Fitas alcança uma enorme dimensão e importância nacional.


Baile de Gala

No passado dia 7 de Maio, o Baile de Gala das Faculdades, denominado também por ‘’Baile da Queima’’, realizou-se novamente no Aquartelamento da Brigada de Intervenção de Coimbra (Quartel de Sant’Anna). Esta actividade cultural integrada num dos maiores eventos mediáticos da Queima das Fitas teve como o objectivo de apresentar os novos fitados à sociedade coimbrã.
            O tema celebrado foi ‘’os 7 Pecados’’ que teve como decoração um ‘’ambiente sedutor e intimista’’, com ‘’quadros alusivos aos setes pecados’’. Os ‘’tons vermelho, preto e dourado era as cores predominantes’’ da festa, afirma Mónica Cesário, comissária do evento. Numa de noite de fantasia cheia de mistério foram caracterizados cada um dos sete pecados (inveja, ira, vaidade, preguiça, gula, avareza e luxúria). Segundo a organizadora, a ‘’ideia do tema surgiu numa viagem que realizou ao Museu do Prado em Madrid’’. Quando observou uma obra de pintura flamenga, denominada por ‘’Mesa dos 7 Pecados’’, decidiu executar a ideia, pois ‘’coincidiu com a data do Baile de Gala, dia 7 de Maio. “O tema é apelativo e identifica-se com a irreverência dos estudantes. É um tema forte. Os estudantes sentiram-se atraídos por este tema misterioso que cria a sensação de surpresa”, declarou Mónica Cesário. Como em qualquer evento deste género houve um ‘dress code’’, para as senhoras vestidos de baile, e traje académico a rigor, casaca ou smoking, para os cavalheiros.
            A festa iniciou-se com um jantar e um espectáculo que contou com a presença de muitos estudantes e de várias entidades importantes como o João Gabriel, reitor da Universidade de Coimbra, Maria José Azevedo, vice-presidente da Câmara Municipal de Coimbra e Miguel Portugal, o antigo presidente da Associação Académica de Coimbra. Além dos convites especiais das entidades, foram enviados convites a trinta membros da Comissão Organizadora. A Câmara Municipal de Coimbra teve o privilégio de ceder o espaço a ser ocupado pela organização da Queima das Fitas, com o objectivo da realização da festa, assim como licenças para o barulho e restauração. A organização do evento teve também o apoio da Polícia de Segurança Pública (PSP), INEM, Bombeiros Municipais e dos funcionários da Câmara Municipal de Coimbra para a recolha do lixo.
            Finalizado o jantar, por volta da 1h da manhã, começa o baile musical. Para quem desejasse comparecer à festa teria de reservar ou comprar o bilhete algumas semanas antes do evento, pois o espaço limite era de 700 pessoas. O preço do jantar para estudantes foi de 75 euros e, para não estudantes, 100 euros. Quem preferisse somente assistir à animação musical, sem jantar, com a banda Lucky Duckys poderia adquirir o bilhete no local e no dia, por 20 euros (estudantes) e 30 euros (não estudantes).

Por: Mariana Gonçalves


Entrevista a estudante presente no Chá Dançante

Susana Rodrigues, estudante do terceiro ano de Ciências Farmacêuticas, fervorosa adepta da tradição da Queima das Fitas, não deixou de participar no Chá Dançante, uma festa de despedida para os cartolados, onde se vive um ambiente de euforia e muita alegria. Para a fitada é mais um momento de festa e diversão que ficará para sempre na memória da vida académica.




O que representa para si o Chá Dançante?
O Chá Dançante é uma festa especialmente importante aos cartolados, pois é como se fosse uma festa de despedida, contudo todos os estudantes podem e devem participar nela. Para mim, enquanto fitada, é mais um motivo de festa e diversão, onde tive o prazer de desfrutar do ambiente decorativo do Baile de Gala. Para além disso semana da Queima só há uma por ano, por isso há que aproveitar!

Quem foram os grupos convidados? Gostou ou poderiam ter seleccionado melhor?
O principal artista da noite foi o José Malhoa, que contribuiu da melhor maneira para animar todos os presentes na sala. Tem músicas bastantes músicas conhecidas de toda a gente e, como são próprias de bailaricos fez com que fosse uma grande coite. Para além dele actuaram ainda a TMUC, a Fanfarra e a Estudantina. Gostei muito de todas as actuações.

Quem esteve presente neste evento?
A maioria dos presentes no Chá Dançante foram estudantes cartolados, no entanto muitos outros estudantes também marcaram a sua presença. Para além disso verifiquei ainda alguns ex-estudantes que fizeram questão de matar algumas saudades do tempo da academia estando presentes neste acontecimento.


O que achou do ambiente decorativo da festa?

O cenário era o mesmo do Baile de Gala, como faz parte da tradição. O tema deste ano era os 7 pecados e encontrávamos por todos os lados molduras alusivas a este tema, que, como manda a tradição, foram destruídas, ficando pedaços de esferovite e pedaços de pano por todo o lado. Gostei da decoração antes de ser destruída, mas após o cumprir da tradição da destruição ficou muito melhor.


A tradição do Chá Dançante passa por destruir o cenário no final da festa. Ajudou a destrui-lo?

Claro. Não seria a mesma coisa ir ao Chá Dançante e não ajudar na destruição do cenário. Tem um sabor especial para os cartolados, pois podem andar com os pedaços de esferovite presos nas suas bengalas. Mas há que aproveitar todos os momentos e fazer parte da tradição!

Os bailes continuam a ser importantes para os estudantes?
Sim, são marcos na vida de um estudante que passa pelo ensino superior em Coimbra. Se por um lado os finalistas vestem-se de glamour para o Baile de Gala, os cartolados libertam toda a sua força na destruição do cenário.


Desfrutou desta noite de euforia?

Foi a loucura total. (risos)

Por: Mariana Gonçalves


Fotoreportagem. Uma noite, um dia.


Estudantes de Farmácia preparando-se para o Chá Dançante

Tema do Baile de Gala: 7 pecados

A preguiça

Os estudantes iam observando todos os quadros  alusivos aos 7 pecados

Ira ...

Como é tradição os estudantes destroem todo o cenário ...

Usando toda a sua força!

Muitos pedaços de esferovite para as bengalas

Depois da destruição seguiu-se a festa!

A animação foi contagiante.

Imagem de marca da noite: bengala com os pedaços de esferovite

Os espectáculos corresponderam às expectativas dos estudantes.
Seguiu-se a viagem de comboio rumo à Garraiada.

Chegada à Figueira da Foz bem cedo ...

O areal começou a ficar coberto de capas negras ...

Muitos foram os alunos que não quiseram perder as aragens do mar.
Por fim a chegada à Arena!

Os artistas deste espectáculos: os forcados ...

E os toureiros também!

Primeiro combate: cavaleiro vs. touro

(idem)

Frente-a-Frente: Homem - Touro
Os forcados preparando-se para a pega...
que a conseguiram sem dificuldade!
As bancadas praticamente cheias!

O senhor do som inconfundível.

Jovem domina por completo o touro!


O Chá Dançante, mais uma vez, foi o palco de mais um momento de euforia e muita alegria de entre todos os que se vivem durante a Queima das Fitas. Cumprindo com a tradição, destruiu-se o cenário que tinha sido a base do Baile do Gala em que o tema eram os 7 pecados. Com muita animação, ao som de José Malhoa e de algumas Tunas académicas, os estudantes prepararam-se ainda para um longo dia, rumo à Figueira da Foz.
A Garraiada é das actividades mais antigas da tradição Coimbrã, recheada de espírito académico, mobilizando milhares de estudantes. Os resistentes da noite dirigem-se para a Figueira da Foz de comboio, e abraça diversas partes, cada uma delas encerrando em si particular encanto. Inicia-se com a Parada dos Fitados pela arena, segue-se-lhe a Tourada com toda a sua tradição e por fim a Garraiada. a Garraiada representa a miscelânea das tradições ancestrais da comunidade com a realidade estudantil, num apropriar concreto de rituais. Momento mágico de confronto entre Homem e animal que se assume como simulacro dos mitos nos quais se sustenta a visão fugaz de uma determinada matriz cultural.

Por: Isabel Oliveira