quinta-feira, 26 de maio de 2011

Chá Dançante e Baile de Gala

Reportagem. Baile de Gala das Faculdades

‘’Uma festa de glamour e de elegância’’

O Baile de Gala das Faculdades é um dos momentos mais simbólicos partilhado por toda a comunidade conimbricense. Porque, sendo um dos maiores acontecimentos de todo o ano em Coimbra, a Queima das Fitas alcança uma enorme dimensão e importância nacional.


Baile de Gala

No passado dia 7 de Maio, o Baile de Gala das Faculdades, denominado também por ‘’Baile da Queima’’, realizou-se novamente no Aquartelamento da Brigada de Intervenção de Coimbra (Quartel de Sant’Anna). Esta actividade cultural integrada num dos maiores eventos mediáticos da Queima das Fitas teve como o objectivo de apresentar os novos fitados à sociedade coimbrã.
            O tema celebrado foi ‘’os 7 Pecados’’ que teve como decoração um ‘’ambiente sedutor e intimista’’, com ‘’quadros alusivos aos setes pecados’’. Os ‘’tons vermelho, preto e dourado era as cores predominantes’’ da festa, afirma Mónica Cesário, comissária do evento. Numa de noite de fantasia cheia de mistério foram caracterizados cada um dos sete pecados (inveja, ira, vaidade, preguiça, gula, avareza e luxúria). Segundo a organizadora, a ‘’ideia do tema surgiu numa viagem que realizou ao Museu do Prado em Madrid’’. Quando observou uma obra de pintura flamenga, denominada por ‘’Mesa dos 7 Pecados’’, decidiu executar a ideia, pois ‘’coincidiu com a data do Baile de Gala, dia 7 de Maio. “O tema é apelativo e identifica-se com a irreverência dos estudantes. É um tema forte. Os estudantes sentiram-se atraídos por este tema misterioso que cria a sensação de surpresa”, declarou Mónica Cesário. Como em qualquer evento deste género houve um ‘dress code’’, para as senhoras vestidos de baile, e traje académico a rigor, casaca ou smoking, para os cavalheiros.
            A festa iniciou-se com um jantar e um espectáculo que contou com a presença de muitos estudantes e de várias entidades importantes como o João Gabriel, reitor da Universidade de Coimbra, Maria José Azevedo, vice-presidente da Câmara Municipal de Coimbra e Miguel Portugal, o antigo presidente da Associação Académica de Coimbra. Além dos convites especiais das entidades, foram enviados convites a trinta membros da Comissão Organizadora. A Câmara Municipal de Coimbra teve o privilégio de ceder o espaço a ser ocupado pela organização da Queima das Fitas, com o objectivo da realização da festa, assim como licenças para o barulho e restauração. A organização do evento teve também o apoio da Polícia de Segurança Pública (PSP), INEM, Bombeiros Municipais e dos funcionários da Câmara Municipal de Coimbra para a recolha do lixo.
            Finalizado o jantar, por volta da 1h da manhã, começa o baile musical. Para quem desejasse comparecer à festa teria de reservar ou comprar o bilhete algumas semanas antes do evento, pois o espaço limite era de 700 pessoas. O preço do jantar para estudantes foi de 75 euros e, para não estudantes, 100 euros. Quem preferisse somente assistir à animação musical, sem jantar, com a banda Lucky Duckys poderia adquirir o bilhete no local e no dia, por 20 euros (estudantes) e 30 euros (não estudantes).

Por: Mariana Gonçalves


Entrevista a estudante presente no Chá Dançante

Susana Rodrigues, estudante do terceiro ano de Ciências Farmacêuticas, fervorosa adepta da tradição da Queima das Fitas, não deixou de participar no Chá Dançante, uma festa de despedida para os cartolados, onde se vive um ambiente de euforia e muita alegria. Para a fitada é mais um momento de festa e diversão que ficará para sempre na memória da vida académica.




O que representa para si o Chá Dançante?
O Chá Dançante é uma festa especialmente importante aos cartolados, pois é como se fosse uma festa de despedida, contudo todos os estudantes podem e devem participar nela. Para mim, enquanto fitada, é mais um motivo de festa e diversão, onde tive o prazer de desfrutar do ambiente decorativo do Baile de Gala. Para além disso semana da Queima só há uma por ano, por isso há que aproveitar!

Quem foram os grupos convidados? Gostou ou poderiam ter seleccionado melhor?
O principal artista da noite foi o José Malhoa, que contribuiu da melhor maneira para animar todos os presentes na sala. Tem músicas bastantes músicas conhecidas de toda a gente e, como são próprias de bailaricos fez com que fosse uma grande coite. Para além dele actuaram ainda a TMUC, a Fanfarra e a Estudantina. Gostei muito de todas as actuações.

Quem esteve presente neste evento?
A maioria dos presentes no Chá Dançante foram estudantes cartolados, no entanto muitos outros estudantes também marcaram a sua presença. Para além disso verifiquei ainda alguns ex-estudantes que fizeram questão de matar algumas saudades do tempo da academia estando presentes neste acontecimento.


O que achou do ambiente decorativo da festa?

O cenário era o mesmo do Baile de Gala, como faz parte da tradição. O tema deste ano era os 7 pecados e encontrávamos por todos os lados molduras alusivas a este tema, que, como manda a tradição, foram destruídas, ficando pedaços de esferovite e pedaços de pano por todo o lado. Gostei da decoração antes de ser destruída, mas após o cumprir da tradição da destruição ficou muito melhor.


A tradição do Chá Dançante passa por destruir o cenário no final da festa. Ajudou a destrui-lo?

Claro. Não seria a mesma coisa ir ao Chá Dançante e não ajudar na destruição do cenário. Tem um sabor especial para os cartolados, pois podem andar com os pedaços de esferovite presos nas suas bengalas. Mas há que aproveitar todos os momentos e fazer parte da tradição!

Os bailes continuam a ser importantes para os estudantes?
Sim, são marcos na vida de um estudante que passa pelo ensino superior em Coimbra. Se por um lado os finalistas vestem-se de glamour para o Baile de Gala, os cartolados libertam toda a sua força na destruição do cenário.


Desfrutou desta noite de euforia?

Foi a loucura total. (risos)

Por: Mariana Gonçalves


Fotoreportagem. Uma noite, um dia.


Estudantes de Farmácia preparando-se para o Chá Dançante

Tema do Baile de Gala: 7 pecados

A preguiça

Os estudantes iam observando todos os quadros  alusivos aos 7 pecados

Ira ...

Como é tradição os estudantes destroem todo o cenário ...

Usando toda a sua força!

Muitos pedaços de esferovite para as bengalas

Depois da destruição seguiu-se a festa!

A animação foi contagiante.

Imagem de marca da noite: bengala com os pedaços de esferovite

Os espectáculos corresponderam às expectativas dos estudantes.
Seguiu-se a viagem de comboio rumo à Garraiada.

Chegada à Figueira da Foz bem cedo ...

O areal começou a ficar coberto de capas negras ...

Muitos foram os alunos que não quiseram perder as aragens do mar.
Por fim a chegada à Arena!

Os artistas deste espectáculos: os forcados ...

E os toureiros também!

Primeiro combate: cavaleiro vs. touro

(idem)

Frente-a-Frente: Homem - Touro
Os forcados preparando-se para a pega...
que a conseguiram sem dificuldade!
As bancadas praticamente cheias!

O senhor do som inconfundível.

Jovem domina por completo o touro!


O Chá Dançante, mais uma vez, foi o palco de mais um momento de euforia e muita alegria de entre todos os que se vivem durante a Queima das Fitas. Cumprindo com a tradição, destruiu-se o cenário que tinha sido a base do Baile do Gala em que o tema eram os 7 pecados. Com muita animação, ao som de José Malhoa e de algumas Tunas académicas, os estudantes prepararam-se ainda para um longo dia, rumo à Figueira da Foz.
A Garraiada é das actividades mais antigas da tradição Coimbrã, recheada de espírito académico, mobilizando milhares de estudantes. Os resistentes da noite dirigem-se para a Figueira da Foz de comboio, e abraça diversas partes, cada uma delas encerrando em si particular encanto. Inicia-se com a Parada dos Fitados pela arena, segue-se-lhe a Tourada com toda a sua tradição e por fim a Garraiada. a Garraiada representa a miscelânea das tradições ancestrais da comunidade com a realidade estudantil, num apropriar concreto de rituais. Momento mágico de confronto entre Homem e animal que se assume como simulacro dos mitos nos quais se sustenta a visão fugaz de uma determinada matriz cultural.

Por: Isabel Oliveira

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