quinta-feira, 26 de maio de 2011

Actividades Desportivas

REPORTAGEM. Segredos do Mondego levo comigo p’ra vida…


                Há sempre alguma coisa a acrescentar, mesmo quando achamos que tudo já foi contado. Deste modo, pelas nove horas e meia, os olhares atentos vão chegando e observando quem está e quem poderá faltar. Tentam perceber quem conhecem, para formar novas amizades com quem desconhecem. A responsável pelo departamento desportivo estava claramente a tirar algum partido das nossas caras ensonadas.
                O autocarro preto de letras enormes contrastantes acaba de chegar para levar os marujos para Penacova. O sono fez-se sentir quando o silêncio dominou o autocarro, depois de alguma festa entre todos nós. Foi agora altura de dormitar sobre os bancos reconfortantes.
                “Coloquem os coletes, levem as canoas para a água e passarei a explicar como colocar as pagaias dentro de água”, foi o discurso do instrutor, chegados a Penacova. Alguns ainda a acordar, outros a forçar o cérebro a trabalhar e o corpo a acompanhar, todos ouvimos as instruções com atenção e entrámos Rio adentro.
                Quem ainda não teve oportunidade de passear por estas águas, será uma óptima experiência, dado que o contacto com a natureza através deste meio permite-nos uma vista única. A natureza ainda tem bastante para nos mostrar: o céu claro cobre um conjunto de maravilhas, desde as árvores que tombam para nos receber junto à margem do rio, até às figuras que nos mostram, quando se juntam qual duas amigas que conversam num piquenique. É hora de passar agora um rápido que nos ajuda a chegar mais cedo ao destino, prova de que até o rio nos quer presentear com as suas maravilhas.
                As bolhas nas mãos, que parecem querer fazer-nos desistir, o sol que nos cumprimenta dando-nos os bons-dias, a água que nos refresca no meio do calor e a felicidade estampada no rosto de cada elemento que desce o rio connosco. Ninguém fica para trás nesta descoberta… São três horas de pura magia, como num jogo em que todos saem vencedores: nós, instituição por contribuir para tamanha felicidade e a natureza que nos recebe, congratulando-nos com tantos presentes. Um contacto permanente e único com a água, o Sol, a luz e a natureza. Vêem-se peixes saltar felizes de dentro de água, para logo regressarem, coelhos correrem em terra como se atrasados fossem para um festa e as aves sobrevoam sobre nós, gritando.  Sente-se a festa que nos rodeia e como dizia Fernando Pessoa “ a melhor maneira de viajar é sentir”, sentir a água, olhando o céu e tudo permanecerá nas mentes mais atentas e levar-nos-á de volta aquele rio: “Fica a esperança de um dia aqui voltar”.
                Chegados à praia fluvial, exaustos de cansaço, é hora agora de trocar a roupa molhada e descontrair, enquanto esperamos pela febrada que nos vai ser preparada. É a cereja no topo do bolo! A fome não perdoa, nem a gulodice, dado que devorámos as batatas fritas como se não houvesse amanhã. Deitados no chão, á sombra descansamos agora enquanto esperamos para voltar á civilização e à loucura rotineira. 

Por: Mara Rodrigues

NOTÍCIA. Descida do Mondego

Plataforma Mondego Vivo organizou descida do Mondego como forma de protesto, que teve início a jusante do Açude de Louredo no passado Domingo, vinte e dois de Maio de 2011.


Mais de mil canoas desceram no passado domingo o Rio Mondego para contestarem a construção da mini-hídrica e esta foi apenas uma das iniciativas que a plataforma Mondego Vivo está a ponderar. Esta construção findará a canoagem no Rio, nomeadamente a descida do Mondego, incluída nas actividades da queima das fitas, bem como a subida da lampreia. O impacto será por isso, turístico, ambiental e económico.
Paulo Silva, da plataforma afirma que “uma das reivindicações é que seja revogada a construção e devolvido o dinheiro ao concessionário”. A descida teve bastante aderência, resta saber como será contornada a situação da mini-hídrica.
Participaram nesta descida cerca de oitocentos protestantes, o que dá uma média de quatrocentas canoas. Foi por isto, uma mega descida e um mega protesto, que foi o maior realizado num rio em Portugal. A descida foi de doze quilómetros, que tiveram início a jusante do Açude de Louredo e terminou na praia fluvial.

Por: Mara Rodrigues

OPINIÃO.                “Trás um amigo também”



Nós vimos em Coimbra tradição, história, fado, álcool, excessos, festividade, amor e dedicação. Na “cidade do conhecimento” é de estranhar que nos deparemos, em todas as festividades com tanto exagero. No entanto, para contrariar esse ponto vimos outras actividades que ajudam o futuro doutor a quebrar a rotina e a dedicar-se a algo saudável. Enquanto se disparam balas de tinta e se corre terreno adentro, tentado não ser abatido, descobre-se desporto nisto. A queima das fitas, o maior evento estudantil nacional não é, como é sabido, apenas noites de parque e álcool. Deste modo, a Associação Académica de Coimbra tenta atrair os estudantes para boas e saudáveis práticas que, ao mesmo tempo que os ajudam a quebrar a rotina, facilitam a descompressão, que como bem sabemos é tão importante para voltar à concentração e para que se forme uma pessoa equilibrada. Enquanto os estudantes se divertem no Mondego, com as suas actividades, ou na parede de escalada, isto torna-se uma atracção que traça estudantes saudáveis e descontraídos, algo que é vital num mundo cujo tempo corre veloz por entre as nossas mãos; mundo esse que não conseguimos construir.
                É muito positivo que se continuem a ter estas iniciativas e que se leve o que há de mais saudável à população, que se está a tornar cada vez mais sedentária. Estas iniciativas visam que, por métodos lúdicos, se adapte um estilo de vida mais saudável e se faça disso um hábito comum, trazendo apenas vantagens. A mensagem propaga-se, cada um de nós, estudantes, “trás um amigo também” e a prática desportiva torna-se uma coisa natural e produtiva.

Por: Mara Rodrigues

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