quinta-feira, 26 de maio de 2011

Actividades Culturais

Entrevista a António Ferreira do curso de Direito da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra


Joana Campos: Tiveste conhecimento das actividades culturais que foram desenvolvidas durante a Queima das Fitas?
António Ferreira: Não de todas. Tive conhecimento de uma pequena percentagem e havia algumas que nem sequer sabia exactamente do que é que se tratavam.

JC: Sentiste-te tentado a participar em alguma dessas actividades?
AF: Sim, senti-me tentado a participar no torneio de Trivial Pursuit porque o prémio era bastante aliciante. Um bilhete Geral de graça dá sempre jeito. É um jogo onde qualquer um pode ganhar e eu sentia-me confiante para o desafio.

JC: E participaste efectivamente nesse torneio?
AF: Não.

JC: Qual foi o motivo?
AF: No acto da inscrição fui falar com alguém da comissão, que não vou aqui nomear, e essa pessoa responsável pelas inscrições informou-me que só existiam 50 vagas disponíveis e que todas elas já estavam preenchidas. Com muita pena minha, mas não pude participar.

JC: E participaste nalguma outra actividade?
AF: Mais nenhuma me suscitou interesse, dentro daquelas que eu tinha conhecimento.

JC: Achas que estas actividades são importantes?
AF: Acho que estas actividades são importantes porque, além das expectativas que existem à volta da semana académica em si passa a existir também expectativa em torno dessas actividades que decorrem antes da semana académica. Apesar de as probabilidades de ganhar qualquer uma das actividades serem reduzidas, devido ao elevado número de participantes, as pessoas sentem-se sempre tentadas a participar naquilo em que são melhores.

Por: Joana Campos

OPINIÃO. Agenda Cultural

Ao contrário do que erradamente se pensa, a Queima das Fitas não são só as Noites do Parque. Existe um sem número de actividades (culturais, desportivas, etc.) que marcam também elas mais uma Queima das Fitas, ano após ano.
Estas actividades são um complemento à semana académica que é esperada com tanta ansiedade e vivida com tanta intensidade. Logo, também elas deveriam ser devidamente valorizadas. Não digo que não o sejam mas, provavelmente, poderiam sê-lo muito mais.
A existência destas actividades faz com que falar em Queima das Fitas não seja sinónimo de cerveja, estudantes ébrios e loucuras, que é o que normalmente sucede na semana académica propriamente dita.
É-me impossível falar sobre as «mil e uma» actividades promovidas pela Queima das Fitas. No entanto, tentarei falar de algumas delas.
O Mês do Fado é uma actividade que tem como principal objectivo preparar os estudantes para a Serenata, momento onde o sentimento se aglomera e a tristeza o domina. Este projecto foi, com muita alegria minha, ressuscitado após três anos sem se realizar. Como estudante que absorveu a mística de Coimbra, o fado é, para mim, uma componente essencial numa festa estudantil que é um dos símbolos desta cidade. Foi-me possível constatar as reacções da população estudante às actividades e concluir que os alunos continuam a deixar-se cativar pela canção coimbrã, pelo que é recomendável a realização destas actividades nos anos vindouros.
Existem outras actividades cujo objectivo é apenas a pura diversão como é o caso do já famoso «rally-tascas». Aqui o espírito que se vive é outro; um ambiente desprovido de sentimento e embebido em muito álcool.
As actividades têm quase todas um custo de participação, sendo que este é por vezes simbólico ou inexistente e noutras vezes bastante elevado, como no caso do Baile de Gala das Faculdades. O que significa que actividades como o «rally-tascas» são acessíveis a todos os estudantes por terem um baixo custo de participação mas o Baile de Gala, por outro lado, já não o é.
A conclusão que fica é que as actividades promovidas são benéficas mas nem todas elas estão disponíveis para usufruto dos alunos, pelo menos, não de todos eles. Ao menos ainda podemos assistir à Serenata sem ter que pagar.

Por: Joana Campos

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